Agora é a vez da televisão, pra quem ficou em casa no Carnaval!
Desfiles das escolas-de-samba
Não, não é mentira: eu nunca assisti aos desfiles de Carnaval. Nunca nem quis assistir, e só a visão da Globeleza já me tirava do sério! Mas, desta vez, deixei o preconceito de lado e resolvi dar uma chance.
Acontece que, nos meus primeiros semestres de faculdade, eu entrei para a bateria. Toquei caixa por alguns meses e aprendi a gostar de samba - daí ter ficado mais receptiva aos tais desfiles!
Enfim, sentei-me ao sofá nos quatro dias (São Paulo e Rio), para ver as primeiras escolas. Só a primeira e parte da segunda, na verdade, porque sempre caía no sono por essa altura. Não vou comentar uma por uma, mas um amigo meu me pediu que listasse três pontos positivos que eu descobri nessa brincadeira, e aqui estão:
1- Os sambas-enredo, apesar de muito parecidos uns com os outros, contam uma história. Dá pra ver que as escolas realmente se empenham em ensinar alguma coisa a quem assiste, e o desfile todo funciona como uma peça de teatro, com seus atos se encadeando através das alas e os carros sintetizando cada momento.
2- A comissão de frente, eu-leiga-não-sabia, quase sempre interpreta uma coreografia de balé! Achei lindo como linguagens tão diferentes podem se respeitar, criando uma coisa nova!
3- Existe espaço para novidade. A coisa das roupas trocando milagrosamente, dos passistas encenando lutas, touradas ou mesmo uma cachoeira no meio da bateria foi bem bacana.
Pena que, pra mim, é tudo longo demais... E a música, gritada do jeito que é, perde um pouco o sentido.
Finais das duplas de patinação no gelo
E precisa comentar?
Pela primeira vez consegui acompanhar todas as duplas, nos dois últimos dias, e acabei tendo uma ideia muito melhor do que são as técnicas, o que é a dança e o que tira ponto.
Sobre a dupla vencedora, chinesa, acho que sei por que ganharam: além das acrobacias perfeitas, sinto que a mulher tem estilo. Ela dança com o corpo inteiro, de um jeito que nenhuma outra patinadora faz. Ela dança, realmente, parece mole, e elástica, e expressiva, e um tanto contemporânea! Fez toda a diferença.

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