quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Cultura por todos os lados! (Parte 2)

Preciosa
Claireece Precious Jones será um ícone.

A versão cinematográfica do drama escrito por Sapphire, mesmo que contida, deixa uma marca. A violência que acompanha toda a vida da pobre, negra e gorda personagem fica apenas sugerida, mas só a sua ideia já revira o estômago, de tão óbvia e verdadeira.

A maior virtude de "Preciosa", porém, não é a tragédia em si (já bem desgastada nas telonas), mas sim a sua solução. O final não é mágico. Este não é um conto de fadas, e muito provavelmente o futuro de Claireece não será feliz.

A grande transformação por que ela passa está na sua própria atitude, que passa de passiva e conformada a ativa e dona de sua vida. Para mim, uma cena resume toda a mensagem do filme: Claireece conta para a professora que aquela é a primeira vez que ela fala em sala-de-aula. Indagada sobre "qual é a sensação", ela responde que se sente "aqui". Presente...

Acho que o recado vale para todos.


Contatos de 4º Grau
Meu primeiro pensamento ao assistir a "Contatos de 4º Grau" foi que Milla Jojovich em nada lembrava a psicóloga Abigail Tyler, sua personagem. A doutora, cujas entrevistas e gravações supostamente originais dividem espaço com as encenações dos atores, é a parte mais assustadora do filme. Seu rosto, longo e permanentemente assustado, com olhos saltados e a boca levemente contorcida, é capturado com uma cor acinzentada, que o torna ainda mais fantasmagórico. Das duas, o espectador deve escolher uma: ou ela foi abduzida, ou é louca. O terror serve para qualquer uma das interpretações - por isso as quatro estrelinhas do filme, no guia...

Para os amantes das teorias alienígenas, o filme é um banquete: sem mostrar um pingo de pele verde, ele lança uma dúvida sobre as visitas, visões e abduções como algo muito tênue entre a loucura e a realidade, intrigando até o mais descrente dos cinéfilos.

A escolha de uma psicóloga para o papel principal também ajuda: as sessões de hipnose praticadas por ela são o mais próximo que chegamos de uma prova "científica" dos acontecimentos, e ainda assim têm um quê de sobrenatural. No fim, cabe mesmo ao espectador escolher: não se pode saber se é realidade, mas também não se pode saber se não é.

Eu já tirei minhas conclusões. E você?


Se Beber, Não Case
Peguei esse filme na locadora com os dois pés atrás. Afinal, ninguém aguenta mais aquelas comédias "de moleque", transbordando álcool, peitos e piadinhas infames de adolescentes que acham lindo ser irresponsável. Nada contra, já vi muito American Pie e dei minhas risadas! Mas cansou...

"Se beber, não case", felizmente, não tem nada disso: é uma comédia de homens, sim, mas mais maduros, que se casam, não se sacaneiam de propósito e nem queriam ter ficado tão chapados assim! E tem sua parcela de bonitões e bonitonas, pra não passar batido... Gostei do começo ao fim!

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