sábado, 4 de dezembro de 2010

Romance sem comédia

Cartas para Julieta (Letters to Juliet, 2010)

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Quando fui pegar esse filme na locadora, a atendente me disse que “não se fazem mais romances de verdade, só comédias românticas”. Pois é verdade… E “Cartas para Julieta” é um sobrevivente.

Sophie (Amanda Seyfried, a da foto) é uma “checadora” de informações, algo como uma assistente de escritor, que confere dados e encontra os personagens corretos entre uma multidão de “João da Silva”s. Mas ela quer mesmo é ser escritora.

Antes do seu casamento, ela combina uma viagem para Verona com o noivo, Victor (Gael García Bernal), como uma lua-de-mel antecipada, já que ele está abrindo um restaurante e não terá tempo para viajar depois. Já dá para deduzir muita coisa daí…

Lá, ela acaba visitando a “casa da Julieta”, que tem um muro de tijolos (o da foto) onde mulheres de todo o mundo deixam cartas pedindo conselhos amorosos. Ao final do dia, um grupo de italianas as recolhe e as responde. Sophie adora a história e decide escrever sobre ela. E é ajudando a recolher as mensagens que ela encontra uma carta escondida, escrita 50 anos atrás, por Claire (Vanessa Redgrave).

Sem contar mais, a partir daí o filme tem muito do dé-ja-vu típico de filmes românticos, reviravoltas e finais felizes, mas arrisca também alguns “conselhos” para a nossa sociedade moderninha e desacreditada: existe amor verdadeiro e ele não se perde; quem ama presta atenção na pessoa amada e quer ouvir o que ela tem a dizer. Nada mais clichê, mas é saudável.

O que salta aos olhos é que o personagem “errado”, aquele que não consegue tirar os olhos do trabalho e até reverte a situação e se exime da culpa ao dizer que “estava dando espaço para a mulher fazer suas coisas” é o mais parecido com os personagens reais…Tão parecido que assusta! Acho que fica uma dica para todos nós.

Conclusão: para românticos.

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