domingo, 29 de agosto de 2010
A Origem e o entretenimento puro
O filme mais esperado do ano é um composto de ação, tensão e bons atores _ com um pouco de confusão, para disfarçar.
"A Origem" tem Leonardo DiCaprio, Ellen Page, Marion Cotillard e uma infinidade de outros rostos conhecidos, o que garante, no mínimo, algum respeito. DiCaprio tem escolhido muito bem os seus filmes, e já se consolidou como um protagonista de "ação psicológica" (daquelas que você vê pelo corre-corre, mas agradece por ter que pensar um pouquinho).
Mas o barulho em cima de "A Origem" foi desnecessário. Ele não é difícil, não explora profundamente o conceito de sonho e não desafia as concepções filosóficas do espectafor, como fez (na minha suspeita opinião) Matrix no seu tempo. É um filme interessante, que te prende do começo ao fim, mas é apenas um filme com algumas camadas a mais de perseguições e conflitos familiares mastigadinhos (para não desviar o foco do que "realmente" importa, que é a corrida contra o relógio).
Vale pelos atores, pela ideia divertida de criar e recriar cenários e por detalhes, como os "amuletos". Mas não repare na tentativa de "deixar as respostas em aberto" da cena final: é boba e clichê.
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