terça-feira, 9 de março de 2010

Imoral

Final de semana regado a festa, espanhol, dança, teatro, Restaurant Week, corrida e mais festa!!

Pois bem....As festas não são postáveis, o espanhol é só um mal necessário e a dança já é rotina! Então vamos ao teatro:

A Alma Imoral, com Clarice Niskier (baseado no livro homônimo de Nilton Bonder) - Entrei no teatro Eva Herz (mínimo, diga-se de passagem) sem saber o que esperar. O encarte, que deveria nos preparar para o simpático encontro com Clarice, mais nos confundia entre tantos elogios e divagações.
Acontece que o tema de fato não é apetitoso: a atriz parte de um sentimento budista (e é isso que difere a peça do livro) para refletir sobre o judaísmo e sobre filosofias, tradições e as desobediências necessárias. Denso, não?
Pois é preciso muito talento e habilidade com as palavras para transformar o que poderia ser um calhamaço insosso numa conversa íntima e bem-humorada com a plateia, e Clarice consegue. A atriz carioca encanta pela sua sinceridade e também pela coragem - não há quem não estremeça ao ver cair o vestido de pano, em pleno palco minúsculo e suficientemente iluminado. Perto demais, para incomodar mesmo! Para mostrar como nosso "corpo moral" ainda tenta sufocar com todas as forças a "alma imoral" que pulsa dentro de cada um de nós...

Vale um bistrozinho depois para refletir!

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