Terça-feira, 12 de janeiro.
Dia de feira (e consequentemente de pastel) em Perdizes.
2009 mal terminou e o primeiro mês de 2010 já está quase na metade! E já teve seus dois primeiros figurões nos cinemas: Avatar e Sherlock Holmes (o segundo bem menos polêmico que o primeiro, mas igualmente ideal para as férias – muita criatividade nos efeitos, pouca na história em si, mas divertidos, daqueles que levam um pouco de fantasia, muito bem-vinda, aos olhos). Qualquer dia comento como Avatar é, para mim, uma união de váaaarias referências e clichês que todos nós conhecemos de cor, mas que soube dosar e por isso deu certo. Além, é claro, de encher os olhos...
Falando em fantasia, um dia desses me deparei com um episódio de Star Wars do qual eu nem me lembrava: o Retorno de Jedi, o VI. Estava passando na tevê aberta, dublado, que é como eu devo ter visto em primeiro lugar, por isso não me importei. Resolvi assistir. Eu, que sempre me lembrava da série como um marco na história do cinema, torci o nariz e me segurei no sofá para não mudar de canal: os monstrinhos que acompanhavam o Jaba, a princesa Léia com roupinhas de amazona e os efeitos precários de movimento (sem contar as óbvias influências de Star Trek nas cenas no espaço) foram um verdadeiro balde de água fria. Mas, depois de alguns minutos, me peguei torcendo para que Luke e Darth Vader se entendessem ou para que Léia e o Harrison Ford ficassem juntos, e ainda fiquei resgatando detalhes dos outros episódios para remontar o quebra-cabeças! Pode parecer bobo, mas fui dormir realizada... Minha fé em George Lucas segue inabalada!
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Overdose
No ano marcado pelo brilhante e inesquecível Bastardos Inglórios, dezembro chegou para mim com um desafio: recuperar o tempo perdido com tantos filmes que eu deveria ter visto e não vi! Tanto os de 2009 quanto os mais antigos. É claro que Bastardos não foi um deles..... Mas eram muitos, então fui à locadora e fiz logo um plano de 15. Que vi em 15 dias, mais ou menos. Tire um que eu já tinha assistido (O Leitor, que pareceu muito melhor da segunda vez, mas que ainda acho que se arrasta demais) e outro que não me animei para assistir (Revolucionary Road/Foi Apenas um Sonho), foram 13 boas (ou más) surpresas.
Boas:
A Onda. Comecei com esse filme, baseado em fatos reais, que recria a empolgação nazista/fascista numa sala-de-aula alemã. O professor, anarquista e moderninho, decide simular uma experiência totalitária com seus alunos para provar a eles que aquele cenário não seria tão impossível assim nos dias de hoje. Pois não seria mesmo, e o resultado vai deixando o espectador mais e mais tenso a cada minuto. Vale a pena e faz pensar.
O Som do Coração. Não foi bem uma surpresa, porque eu já esperava um filme assim: lindo (lindo, lindo, lindo!), cheio de poesia e otimismo, sem ser afetado. O elenco conta com Freddie Highmore (o menininho irresistível que fez Em Busca da Terra do Nunca), Jonathan Rhys Myers (o rei sedutor da série The Tudors) e Kerry Russell. Leve um lencinho.
Star Trek. Sim, o novo, foi mesmo uma surpresa. Esperava um filme nostálgico, cheio de homenagens que nós, jovens que não acompanhamos a série, nunca entenderíamos. Mas não é. O filme é empolgante, ágil, inteligente e ao mesmo tempo não ofende nenhum fã das antigas! Aprovado.
A Proposta. Porque ninguém é de ferro e eu precisava de uma comédia romântica! Como fã da Sandra Bullock, nem posso comentar muito, mas recomendo para os fãs do gênero. É engraçado, leve, e o casal funciona muito bem – não irrita e nenhum dos dois faz papel de bobo. Melhorou meu conceito do Ryan Reynolds!
Fome de Viver. Uuuuh esse é bom! Eu tinha assistido havia poucos dias à Bela da Tarde, e quis saber mais sobre Catherine Denéuve, a loira mais blasé do cinema. Pois virei fã: Fome de Viver é um terror inesperado, que começa como um drama e desenvolve uma ideia de vampiro totalmente diferente da que estamos acostumados! É uma Denéuve mais cruel e poderosa, que se alimenta de esperanças e vidas inteiras. A nudez parece bem mais natural do que nos filmes politicamente corretos de hoje e alguns toques de época (macacos enlouquecidos, música punk e sótãos cheios de teias de aranha) dão um charme especial. Se ainda falta um motivo para ver, ainda tem David Bowie e Susan Sarandon novinhos em papéis de destaque!
Dogville. Louco. Simplesmente louco. Daqueles que primeiro te obrigam a abrir a mente com cenários meramente sugeridos (linhas no chão, um ou outro objeto simbólico e atores que não participam da cena sempre à vista), depois te deixam angustiados e revoltados com situações ao mesmo tempo reais e absurdas (e ficamos mais incomodados com a vítima que não reage do que com os agressores, o que não pode ser bom!), e por fim mudam de rumo totalmente, deixando-nos embasbacados e maldosamente maravilhados. Dá o que pensar...
Ensaio Sobre a Cegueira. Boa surpresa. Esperava um filme mais hollywoodiano e mais moralista, mas Meirelles conseguiu pintar com clareza o cenário caótico da obra de Saramago (que eu não li, então posso estar falando besteira). Pelo que acompanhei da produção, o diretor teve que adaptar as cenas de violência mil vezes até ser aceito pela crítica, por isso tiro meu chapéu: a dosagem ficou perfeita. O final não é tão emocionante, mas toda a parte “encarcerada” do filme vale o ingresso.
Blade Runner. Imaginava outro filme completamente diferente! Descobri um “Quinto Elemento” dos anos 80, muito menos óbvio e mais interessante (apesar de eu gostar do QE, admito!). O mal não é tão mau assim, e o futuro tecnológico não é tão perfeito nem tão diferente (note as feiras livres, os prédios abandonados, os mendigos...). O cenário é totalmente punk, e o ritmo é curiosamente lento para uma ficção científica, se pensarmos em Matrix ou Eu, Robô! Sem dúvida, marcou um gênero.
Rock n’ Rolla. Hello, Guy Ritchie! Para quem não conhecia o estilo do diretor, Rock n’ Rolla é exatamente o que diz o nome: sexo (nem tanto), drogas e muuuuita ação, com aquele humor que só rockeiro entende. Algo como um Tarantino mais masculino... E, mais uma vez, Gerard Butler arrasa.
Menos do que eu esperava:
Anticristo. É... Anticristo é bom. Muito bom, até a metade. Ou até o momento em que ele deixa de ser um terror psicológico dramático para se tornar um terror gratuitamente violento (nada contra a automutilação da mulher, mas sim contra a broca -ou algo parecido- na perna do homem, bem Jogos Mortais) com justificativas muito pouco convincentes (hahahá, mulheres são más e ponto final... É só isso?). Trier é bom, mas prefiro Dogville.
Dúvida. Atores excelentes, filme lento. A discussão levantada, sobre a homossexualidade e a pedofilia, é fraca e só atinge mesmo aqueles que já têm um preconceito forte. Não me fez pensar.
Os Irmãos Grimm. Sessão da Tarde. Divertido, ótimo para crianças, mas poderia ter rendido muito mais, com uma fonte tão boa de histórias como esses irmãos!
Não passei dos primeiros minutos:
Transformers. Piadas de carros e mulheres, mais nada. Filme de menino (nem de homem é).
Boas:
A Onda. Comecei com esse filme, baseado em fatos reais, que recria a empolgação nazista/fascista numa sala-de-aula alemã. O professor, anarquista e moderninho, decide simular uma experiência totalitária com seus alunos para provar a eles que aquele cenário não seria tão impossível assim nos dias de hoje. Pois não seria mesmo, e o resultado vai deixando o espectador mais e mais tenso a cada minuto. Vale a pena e faz pensar.
O Som do Coração. Não foi bem uma surpresa, porque eu já esperava um filme assim: lindo (lindo, lindo, lindo!), cheio de poesia e otimismo, sem ser afetado. O elenco conta com Freddie Highmore (o menininho irresistível que fez Em Busca da Terra do Nunca), Jonathan Rhys Myers (o rei sedutor da série The Tudors) e Kerry Russell. Leve um lencinho.
Star Trek. Sim, o novo, foi mesmo uma surpresa. Esperava um filme nostálgico, cheio de homenagens que nós, jovens que não acompanhamos a série, nunca entenderíamos. Mas não é. O filme é empolgante, ágil, inteligente e ao mesmo tempo não ofende nenhum fã das antigas! Aprovado.
A Proposta. Porque ninguém é de ferro e eu precisava de uma comédia romântica! Como fã da Sandra Bullock, nem posso comentar muito, mas recomendo para os fãs do gênero. É engraçado, leve, e o casal funciona muito bem – não irrita e nenhum dos dois faz papel de bobo. Melhorou meu conceito do Ryan Reynolds!
Fome de Viver. Uuuuh esse é bom! Eu tinha assistido havia poucos dias à Bela da Tarde, e quis saber mais sobre Catherine Denéuve, a loira mais blasé do cinema. Pois virei fã: Fome de Viver é um terror inesperado, que começa como um drama e desenvolve uma ideia de vampiro totalmente diferente da que estamos acostumados! É uma Denéuve mais cruel e poderosa, que se alimenta de esperanças e vidas inteiras. A nudez parece bem mais natural do que nos filmes politicamente corretos de hoje e alguns toques de época (macacos enlouquecidos, música punk e sótãos cheios de teias de aranha) dão um charme especial. Se ainda falta um motivo para ver, ainda tem David Bowie e Susan Sarandon novinhos em papéis de destaque!
Dogville. Louco. Simplesmente louco. Daqueles que primeiro te obrigam a abrir a mente com cenários meramente sugeridos (linhas no chão, um ou outro objeto simbólico e atores que não participam da cena sempre à vista), depois te deixam angustiados e revoltados com situações ao mesmo tempo reais e absurdas (e ficamos mais incomodados com a vítima que não reage do que com os agressores, o que não pode ser bom!), e por fim mudam de rumo totalmente, deixando-nos embasbacados e maldosamente maravilhados. Dá o que pensar...
Ensaio Sobre a Cegueira. Boa surpresa. Esperava um filme mais hollywoodiano e mais moralista, mas Meirelles conseguiu pintar com clareza o cenário caótico da obra de Saramago (que eu não li, então posso estar falando besteira). Pelo que acompanhei da produção, o diretor teve que adaptar as cenas de violência mil vezes até ser aceito pela crítica, por isso tiro meu chapéu: a dosagem ficou perfeita. O final não é tão emocionante, mas toda a parte “encarcerada” do filme vale o ingresso.
Blade Runner. Imaginava outro filme completamente diferente! Descobri um “Quinto Elemento” dos anos 80, muito menos óbvio e mais interessante (apesar de eu gostar do QE, admito!). O mal não é tão mau assim, e o futuro tecnológico não é tão perfeito nem tão diferente (note as feiras livres, os prédios abandonados, os mendigos...). O cenário é totalmente punk, e o ritmo é curiosamente lento para uma ficção científica, se pensarmos em Matrix ou Eu, Robô! Sem dúvida, marcou um gênero.
Rock n’ Rolla. Hello, Guy Ritchie! Para quem não conhecia o estilo do diretor, Rock n’ Rolla é exatamente o que diz o nome: sexo (nem tanto), drogas e muuuuita ação, com aquele humor que só rockeiro entende. Algo como um Tarantino mais masculino... E, mais uma vez, Gerard Butler arrasa.
Menos do que eu esperava:
Anticristo. É... Anticristo é bom. Muito bom, até a metade. Ou até o momento em que ele deixa de ser um terror psicológico dramático para se tornar um terror gratuitamente violento (nada contra a automutilação da mulher, mas sim contra a broca -ou algo parecido- na perna do homem, bem Jogos Mortais) com justificativas muito pouco convincentes (hahahá, mulheres são más e ponto final... É só isso?). Trier é bom, mas prefiro Dogville.
Dúvida. Atores excelentes, filme lento. A discussão levantada, sobre a homossexualidade e a pedofilia, é fraca e só atinge mesmo aqueles que já têm um preconceito forte. Não me fez pensar.
Os Irmãos Grimm. Sessão da Tarde. Divertido, ótimo para crianças, mas poderia ter rendido muito mais, com uma fonte tão boa de histórias como esses irmãos!
Não passei dos primeiros minutos:
Transformers. Piadas de carros e mulheres, mais nada. Filme de menino (nem de homem é).
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